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sexta-feira, 2 de maio de 2014

Agonias do meu ser

Hoje senti:
Pensar em ti faz-me sentir tão só, quando julguei que tudo o que necessitaria como companhia seria a minha solidão!
 
Depois pensei:
Sinto que a minha solidão como companhia é absolutamente e simplesmente tudo o que preciso!
 
Incoerências, dicotomias, agonias do meu ser...

segunda-feira, 10 de março de 2014

Conforto da solidão

O conforto que invariavelmente busco e surpreenda-se encontro, na solidão não está. Expurgado de locais onde procurar, sim procurar pois eu sei que lá está, sim está lá pois lá o deixo sempre, sim porque lá sempre o encontro.
 
Rotina diria, ou algo mais. Talvez mais uma forma de sentir, sentir pela diferença, sentir pela ausência ou, apenas sentir por ser só, por ser único. Sentir finalmente completo, encaixar as peças do puzzle e encontrar-me. Encontrando algo, tenho algo, tenho alguém, tenho-me a mim; já não estou só.
 
Ponto de partida igual a ponto de chegada, mas diferente. Diferente pois deixo de estar voltado para fora buscando companhia, buscando conforto, mas voltado para dentro encontro, encontro tudo e mais. Mais poderia eu desejar, se me encontro?!
 
E hoje? Que raio há de errado hoje?! Busco, perscruto tudo e invade-me o desassossego, perturba-me o desconforto. Olho em redor e em redor implica também o meu íntimo. Desagrada-me o íntimo, talvez pela ferida aberta que magoa. Aberta talvez porque nunca chegou a cicatrizar. Desagrada-me sentir que poderá nunca cicatrizar...
 
Exercício perturbante este. Sem sentido, sem alma, sem qualquer conforto... Magoo-me continuando, mas não conseguindo os dois escolho a solidão ao conforto. E...
 
E... amanhã será novo dia!

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Fragilidade das palavras

Sozinho na companhia das palavras que escolhem ignorar-me, desprezar-me talvez. Ainda assim a melhor das companhias.

Mentira, não é verdade. A verdade é que me preferia a mim de companhia. Não este eu desprovido de cor, entusiasmo, de vida... Mas o eu que preenchia as reticências com continuidades de paixão, espírito, alma.

Pronto, estou sozinho. A ausência do eu que fui origina-me pânico.

Olho para o relógio e... Desejo que cá estivesses. Confrontado com os ponteiros que são agora números, deixo-me saber que se aproxima a hora de chegar e... Desejo que nunca cá chegasses! Tu chegas e eu não posso estar comigo.

Mas que porra, que revolta, que incompreensão... "Tu estás tão sozinho, és tão só". Que péssima companhia das palavras...

Queria dizer hoje o adeus, queria abraçar-te juntinho a mim... Antes de pedir-te desculpa, creio ter de me desculpar. Tenho de dizer-te o adeus, tenho de combater o receio, o pânico, a fraqueza. Tenho de não me forçar a viver, só para poder viver.

Perdido, só e encontrado na companhia das palavras. Palavras essas que não me dizem nada, nem me ajudam a que algo lhes diga. Com mentira digo a verdade e sim vocês são a minha melhor companhia

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Refúgio

Triste, tão triste. Só, tão só. Vazio, tão vazio... E nem sequer melancolia é!

A quem confiar? A quem desabafar? Quem procurar? Sinto não existir, sinto não ter, sinto tristeza, solidão, vazio.

As lágrimas irrompem-me pelos olhos num fluir que não leva a nada nem a ninguém. Ninguém lá está que com a confiança e a gentileza de um gesto, seque as lágrimas e gentilmente me acaricie na bondade de um abraço protetor.

Preencho a solidão com o isolamento e a tristeza com melancolia. E assim se ergue uma e outra vez; assim toma forma o refúgio.

Refúgio para ser quem sou, sem ser o que sou.