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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Aqui e agora

E aqui estou eu. Aqui neste momento e agora neste sítio.
 
Tanto tempo volvido surjo, sem qualquer estranheza pois a sincronia das sensações espelhadas na rotina a que me obrigo, assim o dita. O tempo é agora e o despertador toca. A dormência de risos sem conteúdo, alegria sem motivo, descontração e euforia apenas ameaçada por uma sensação de estranheza, como brisa fria num dia de calor.
 
Tinha de ser, sinto-me eu, agora e aqui, sim eu... Porra de melancolia porque tardas-te, agora não me sinto tão só. Já não rio, já não me encho de euforia mas encontro-me preenchido com tanto vazio.
 
 
Do you know when you feel overwhelmed with something and simply someone whisper close to you ear?! So, it's really me: the best pessimist walking with happiness.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Refúgio

Triste, tão triste. Só, tão só. Vazio, tão vazio... E nem sequer melancolia é!

A quem confiar? A quem desabafar? Quem procurar? Sinto não existir, sinto não ter, sinto tristeza, solidão, vazio.

As lágrimas irrompem-me pelos olhos num fluir que não leva a nada nem a ninguém. Ninguém lá está que com a confiança e a gentileza de um gesto, seque as lágrimas e gentilmente me acaricie na bondade de um abraço protetor.

Preencho a solidão com o isolamento e a tristeza com melancolia. E assim se ergue uma e outra vez; assim toma forma o refúgio.

Refúgio para ser quem sou, sem ser o que sou.