Mostrar mensagens com a etiqueta palavras. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta palavras. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Sílabas

Palavra que define o meu estado - sílabas. Palavra que nem o chega a ser, não é mas chama-se. A palavra tem três, e elas as sílabas têm uma. O que contem o quê e quem define quem?
 
Assim sou eu, uma intenção, somatório de despropósitos, definindo-me em fórmulas sem exatidão. Queria ser apenas a sílaba porque gosto, porque soa bem, porque ninguém a define, porque não é nada e traz a liberdade de tudo. Liberdade de imaginar, liberdade de completar, liberdade de recriar. Não quero existir nas fronteiras delineadas da palavra, preciso mais espaço, preciso mais liberdade.
 
Sílabas, que bem me soam, como delas gosto. Sílabas repito uma e outra vez, repito todas as vezes que necessito menos uma, por mais que some um ao infinito. Mas escuto-me e acalmo-me, expando-me, relaxo e abstenho-me da melancolia que se apodera. A melancolia que sempre desejo, mas que a saudade não sinto, quanto por perto não a tenho presente.
 
Entre palavras que mais não são que sílabas traço rudimentos do que apoquenta o âmago e liberto-me no poder que me reencontra caprichosamente...

quinta-feira, 31 de maio de 2012

o Eu de hoje

Alinhem-se as palavras, quero falar! Ouviram, ouviram bem? O que vos digo? Ah não ouvem... Não ouvem porque não sentem, rejubilam quando enfureço, entristecem-se quando o peso da infelicidade não me pesa nos ombros.

De que me serve a lingua se a movo e nada faz, nada ouço, nada digo?! ocupa espaço, espaço que posso peencher com comida, comida essa que alimenta o corpo, quando as palavras falharam em alimentar a mente.

E isso sou eu, uma enorme ocupação de espaço que não serve para nada que não seja o que ainda não descobri! E isso sou eu...